Sobre vitórias e fracassos
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Autor Tópico: Sobre vitórias e fracassos  (Lida 1318 vezes)
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« : 06 Março, 2015, 06:48:55 »

Sobre vitórias e fracassos


                         Luiz Humberto Semeghini*

Recentemente enviei correspondência a um amigo, desses de longa data, confiável, sujeito de boas falas. Pedi que desse seu parecer sobre o conteúdo de um texto que eu havia produzido.

Passados alguns dias ele me retornou e, entre outros comentários, o que mais me chamou a atenção foi o seguinte: ?como tudo na vida, a linha que separa os aplausos das vaias é muito tênue?.

Confesso que, inicialmente, senti um misto de desapontamento e desestímulo; entretanto, passados alguns dias, ?assentada a poeira?, percebi que esse tipo de resposta está tão profundamente enraizada nos nossos costumes, que não percebemos a sutileza do seu propósito.

Preciso esclarecer que, de forma alguma, estarei acusando o meu amigo de intencionalidade premeditada para fazer-me desistir do projeto, cuja análise lhe confiara; entretanto, educadamente, como é do seu feitio e sem absolutamente o desejar, provocou a sensação que já descrevi acima.

Refletindo um pouco mais sobre o fenômeno, assustei-me com a desagradável certeza de ter proporcionado a não sei quantos, ao longo da vida, este mesmo tipo de resposta; quem sabe até para os meus filhos, desencorajando-os a seguirem suas intuições. Meu Deus! Como reparar este tipo de dano, causado a tantas pessoas, e como reparar os danos causados pelas pessoas em nós mesmos.

Lembrei-me da ilustração daquela senhora que, arrependida do péssimo hábito de maldizer seus vizinhos, procurou o vigário pedindo penitência. Recomendou-lhe, então, que tomasse o travesseiro de penas e o sacudisse do alto da torre da igreja, o que ela fez rapidamente. De volta ao vigário comunicou-lhe que havia cumprido a penitência, mas este lhe disse que, aquela era a primeira parte; agora deveria recolher as penas, uma a uma. O resto da história você já sabe, ou deduz. É impossível, ela disse. Assim também é comigo, pensei, em relação às dúvidas lançadas sobre as pessoas.

Esta reflexão toda pode parecer pueril, considerando-se que o assunto sem dúvida é objeto de estudos da psicanálise; ricamente utilizado pelos publicitários para estimular ou conter nossos impulsos, em suas campanhas por algum produto, e observado na natureza, garantindo por vezes, a sobrevivência de alguns animais diante de seus predadores.

O que fazer? Romanos 16:19-20 diz: ?sejais sábios para o bem, mas simples para o mal; e o Deus da paz esmagará, em breve a satanás, debaixo de vossos pés?. Como não tive, assim como o meu amigo, creio, também não teve a intenção deliberada de causar o dano, condenar-me não devo. Entretanto a tomada de consciência exigirá uma nova postura do cristão, ora desperto para mais uma das armadilhas do mundo. Doravante devo cuidar da língua e ser tardio no falar, pois quem vem a mim, espera que o ajude a encontrar as respostas; não deseja respostas prontas. Glórias a Deus! Aleluia!

Mas, afinal, como ficarei com minha intuição. Como lidarei com a minha idéia, vou continuar desencorajado? Hoje, durante a devocional, tive um insight:

?Aquele que tiver medo das vaias, jamais conhecerá o aplauso?.

Ouvir a voz do Espírito Santo, testificando com nosso espírito, através da Palavra de Deus é maravilhoso. Lembrei-me de Jesus Cristo, que em todo tempo teve a certeza das vaias, conforme lhe predissera o próprio satanás, no deserto (Mt 4.) e mesmo assim perseverou. Graças a essa vitória conquistou a autoridade para justificação de nossos pecados. Esta é a evidência que interessa aos crentes conhecer, que o mundo, a carne e o diabo querem impedir o caminhar e principalmente, o trabalhar para o reino de Deus.

Judas Iscariotes andava com Jesus, ouvia o Mestre, via os milagres, participava das viagens, desfrutava da comida, controlava até as finanças, tal a intimidade. Ouvia, também, as vaias, presenciava o falatório dos fariseus, acompanhava o rumor das ameaças contra a vida do Messias. Podemos até imaginar um diálogo de Judas, com um daqueles seus conhecidos antigos: ? Você está louco, andando com esse lunático vai acabar se dando mal. O que igualou Judas aos demais foi ter ouvido a voz que estimulava o papel de homem centrado nos valores sociais da época. Teve medo das vaias, acreditou que pudesse receber aplausos; rendeu-se à carne, ao mundo e ao diabo. Recebeu vaias; até hoje as recebe.

Outro exemplo clássico a ser lembrado é o de Jonas, que certamente pensou muito nas vaias que receberia em Nínive, pois o próprio Deus lhe disse que se tratava de um povo de malícias, e ele imaginando dificuldades, preferiu fugir da face do Senhor (Jn 1).


Graças a Deus, a Bíblia está repleta de exemplos de homens que não se deixaram intimidar pelas regras estabelecidas pela sociedade em suas épocas, e contrariando o padrão, não tiveram medo das vaias, obtendo ao final, os aplausos.

Lembremo-nos de Davi, que enfrentou, além das vaias de Golias, também a dos seus próprios irmãos de sangue (1 Sm 17). Podemos até ouvir, se atentarmos para o texto, as risadas (entendam-se vaias) dos filisteus contaminando os judeus, ao verem aquela figura de menino vestido com armadura de adulto, devem ter rido muito. Não é á toa que o gigante o desprezou. O que diferenciou Davi dos demais de seu povo foi não ter ouvido a voz que tentava impedir o seu impulso. Graças a sua inabalável fé no Deus de Israel, tornou-se rei; a história contada, não é a dos que vaiaram. Davi conheceu o aplauso.

Assim é com todo crente que perseverar, pois ?herdará todas as coisas, e eu serei seu Deus, e ele será meu Filho?. Apocalipse 21:7 dá ao crente a promessa dos aplausos de ninguém menos que Jesus. Glórias a Deus! Aleluias!

Para aquele, porém, que se deixar iludir pela possibilidade do aplauso, Apocalipse 21:8 revela a promessa de vaias do Senhor Jesus, tal como Ele mesmo as expressou ?Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será o lago que arde com enxofre, que é a segunda morte?.

Assim, irmãos, nosso aparente fracasso não significa que Deus está derrotado, prossigamos na constante busca de nossa santificação, para honra e glória do Senhor Jesus!
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