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Conhecimento Bíblico

Forum Conhecimento Biblico => ESTUDOS BIBLICOS => Tópico iniciado por: Administrador em 21 Março, 2012, 04:18:05



Título: A Cruz de Jesus Cristo: Temida, Proibida, Banalizada, Porém Triunfante!
Enviado por: Administrador em 21 Março, 2012, 04:18:05
A Cruz de Jesus Cristo: Temida, Proibida, Banalizada, Porém Triunfante!
Embora o cristianismo genuíno esteja perdendo espaço para a crescente apostasia na igreja cristã e para as religiões pagãs, a cruz de Jesus Cristo triunfará no final! O livro do profeta Daniel e o Apocalipse nos asseguram isso. Nossa autora convidada, Berit Kjos, explora essa maravilhosa verdade em um belo e vivaz artigo que fortalecerá sua fé.
Dê um clique na gravura para ver uma miniatura do quadro Cristo Carregando a Cruz, de Pieter Bruegel, e ler uma mensagem para o nosso tempo.
Nossa sociedade parece dilacerada por uma misteriosa relação de amor e ódio pela cruz. A mídia a ridiculariza; os burocratas e políticos liberais a temem; os administradores das bibliotecas públicas a rejeitam; [1] inúmeros professores progressistas a censuram. No entanto, os cristãos continuam usando o símbolo da cruz.
Assim também fazem os adolescentes preocupados com a moda e algumas lojas mal conseguem suprir a demanda. Em absoluto contraste com um condecorado policial texano que foi exonerado por usar uma pequena cruz na lapela [2], meninas de todo o país ostentam crucifixos decorativos destituídos de qualquer significado verdadeiramente cristão.

"- Eu vi e pensei: tenho de ter uma - está na moda", disse Lynette Sharlo. A fé não possui relação alguma com essa escolha. "- Ela simplesmente fica bem", disse a Vicky Ortiz, que escreveu o artigo "A fé dos adolescentes na moda é a cruz que eles têm de carregar". [3]
As vendas em todo o país confirmam a nova febre, e os formatos mais apreciados variam tanto quanto a imaginação humana. Os consumidores vão de cristãos devotos ao público do Rock pesado - com as massas seguidoras da moda no meio.
"- Alguns buscaram a cruz depois de assimilarem os símbolos de outras religiões, de Budas a pentáculos wiccanos", escreve Ruth La Ferla. "- Em uma era de desenfreada combinação espiritual, o cristianismo e seus emblemas firmaram-se como a última novidade." [4]
"- Ela se fortalece sempre que o país enfrenta problemas" [3], disse o designer de jóias Robert Lee Morris, que ajudou a popularizar as cruzes de Madonna no início dos anos 80. Foi nessa época que a sedutora cantora deu um novo significado à palavra "virgem".
A Ofensa da Cruz
Banalizar a cruz, redefinir as palavras, afastar os símbolos cristãos de seus significados bíblicos... Todas essas táticas aceleram a atual mudança cultural e encaixam-se na visão de um novo tipo de mundo - um mundo "livre" da fidelidade à verdade imutável de Deus.
Durante a primeira metade do século XX, dois irmãos britânicos ajudaram a organizar a marcha rumo à nova ética global. Aldous Huxley nos mostrou partes disso em seu clássico de 1932, Admirável Mundo Novo. Seu irmão, Julian Huxley, o primeiro presidente da UNESCO, levou essa visão à agência da ONU responsável por reformular o mundo por meio da "educação" e da "ciência". É inegável que a educação global foi elaborada para mudar os valores, crenças, atitudes e o modo como pensamos. Sai a aprendizagem factual, entra a aprendizagem experimental, baseada nas emoções e nas sensações.
Em 1946, o Dr. Brock Chisholm, um psiquiatra canadense e o primeiro presidente da Organização Mundial da Saúde (uma agência da ONU que trabalha em conjunto com a UNESCO) expôs a aversão dos globalistas por Cristo e pela cruz em uma mensagem intitulada "O Restabelecimento da Sociedade da Paz". Sua estratégia de duas fases focava-se primeiro na "suave" manipulação psicossocial baseada nas ciências comportamentais. Se isso não purificasse a sociedade de sua necessidade da cruz e de Cristo, a violência e a coerção seguiriam:
"A responsabilidade pelas mudanças necessárias no comportamento humano repousa claramente nas ciências que estudam esse campo. Os psicólogos, psiquiatras, sociólogos, economistas e políticos devem encarar essa responsabilidade... a única força psicológica capaz de produzir essas perversões [culpa, medo, isolamento...] é a moralidade, o conceito de certo e errado..."
"Fomos muito lerdos para… reconhecer os desnecessários e artificialmente impostos medo, inferioridade e culpa, comumente conhecidos como pecado, sob os quais temos quase todos trabalhado e que produzem tanto desajuste social e infelicidade no mundo. Por muitas gerações curvamos nossas cabeças ao jugo da convicção do pecado. Engolimos todo o tipo de certezas venenosas que nos foram oferecidas por nossos pais, professores da escola dominical e secular, nossos políticos e sacerdotes... Para que a raça seja libertada do peso debilitante do bem e do mal, os psiquiatras devem assumir a responsabilidade original..."
"Há algo a ser dito para tomar as rédeas do nosso próprio destino, para gentilmente remover os antigos caminhos errôneos dos nossos antepassados, se for possível. Caso isso não possa ser feito de forma suave, poderá ser feito de forma grosseira ou até mesmo violenta..." [5]
Quatro décadas depois, esse plano da ONU para a "saúde mental" e a "aprendizagem a longo prazo" infiltrou-se nas escolas de todo o mundo. Assim, quando o ex-presidente Bush lançou seu programa de educação maciça em 1991, estava simplesmente nos apresentando a última versão do programa global. Veja a mensagem dele:
"As nações que insistem em noções e ideologias envelhecidas irão caducar e fracassar. Portanto, estou aqui hoje para dizer que os EUA vão progredir... Novas escolas para um novo mundo... Reinventar - literalmente começar do zero e reinventar a escola americana... Nosso desafio resume-se em nada menos do que uma revolução na educação americana." [6]
Você imagina o que são essas "noções e ideologias envelhecidas"? Tenha em mente que nem nossa Constituição, nem as antigas verdades cristãs encaixam-se na nova visão de um mundo manipulado e adaptável. Tudo deve mudar. "Literalmente começar do zero e reinventar..."
Neil Postman, autor de Amusing Ourselves to Death, compreendeu essas estratégias socialistas. Ele também enxergou o poder de uma mídia cooperativa para estimular novas paixões e enfraquecer as antigas convicções. Para ilustrar a atual manipulação da nossa mente, ele traçou um interessante contraste entre duas visões totalitárias familiares: o Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, e 1984, de George Orwell:
"Orwell temia que a verdade fosse escondida de nós; Huxley temia que a verdade fosse lançada em um mar de irrelevância; Orwell temia que nos tornássemos uma cultura prisioneira; Huxley temia que nos tornássemos uma cultura trivializada, distraída com as sensações proporcionadas por alguma forma de realidade virtual..."
"Em 1984… as pessoas são controladas infligindo-lhes a dor; em Admirável Mundo Novo, elas são controladas impondo-lhes o prazer. Orwell temia que aquilo que odiamos nos arruinaria; Huxley temia que aquilo que amamos nos arruinaria." [7]
A guerra espiritual contra Cristo e a cruz está sendo travada em ambas as frentes. O ataque à liberdade religiosa encaixa-se na visão de Orwell. A torrente de imagens e sugestões que distorcem as crenças tradicionais, pervertem os valores bíblicos e banalizam as palavras cristãs, encaixa-se na visão de Huxley.
Embora a repressão orwelliana intimide muitos ao silêncio e à conformidade, também desperta a fé e instiga a resistência. Entretanto, as sensações de realidade virtual de Huxley simplesmente enfraquecem nosso pensamento e distraem nossa atenção até que o banal torna-se a norma e a convicção bíblica torna-se - sob os novos padrões de saúde mental da ONU - uma expressão intolerável de desvio e extremismo.
A Vitória da Cruz
Uma cruz desprovida de sentido cristão não incomoda a ninguém. Entretanto, a cruz usada por um seguidor de Cristo envia uma mensagem que muitos se recusam a tolerar. Ameaçado por convicções contrárias, o mundo exige uma conformidade que afirme seus valores, não os valores de Deus. O mundo quer aprovação, não verdades. "E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más." [João 3:19]
Mas aqueles que amam a Deus e que estão "crucificados com Cristo" [8], repletos de sua vida e caminhando em sua luz - não podem aprovar tais trevas. Eles estão no mundo, mas não são do mundo. Eles podem disseminar o amor de Deus, mas não podem amar o que Deus proíbe. [9] Eles são "cidadãos do céu", e seus olhos estão fixos na eternidade. Assim, o mundo os chama de extremistas, pois não os compreende.
Lembre-se do que Jesus Cristo disse: "Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós... porque não conhecem aquele que me enviou." [João 15:20-21]
A cruz provoca perseguição - até mesmo nos EUA. Um número crescente de corajosos cristãos inflexíveis pode testemunhar tanto a "ofensa da cruz" [8] quanto a alegria de compartilhar o sofrimento de Cristo. Poucos desses santos que pensam nas coisas lá do alto demonstram uma convicção bíblica mais humilde e amorosa do que o sargento da patrulha George Daniels. Em setembro de 1998, esse condecorado "Policial do Ano" - um veterano de treze anos na Polícia do Texas, da cidade de Arlington - foi exonerado. Embora outros oficiais pudessem usar símbolos que expressam suas crenças e valores, o sargento Daniels teve tal liberdade negada. Temeroso que o pequeno broche de lapela em forma de cruz "pudesse ofender alguém", o chefe de Polícia David Kunkle negou ao sargento o direito de usá-lo.
George Daniels sofreu com essa decisão. Ele havia entregado sua vida a Deus, e não podia ignorar passagens como Atos 5:29. Sua consciência lhe dizia que "mais importava obedecer a Deus do que aos homens" e, como um cidadão americano, tinha esse direito. Ele não deveria, pela fé e com sua vida, exercer esse direito?
No fim, ele exerceu. Desejoso de sofrer por e com seu Senhor, adotou uma posição impopular e enfrentou as conseqüências. Em seu coração, concordava com as palavras do apóstolo Paulo:
"Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo, e seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé; para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte..." [Filipenses 3:7-10]
Em tempos difíceis, a vitória da cruz pode parecer qualquer coisa, menos triunfante. Os discípulos de Jesus experimentaram isso muito bem. Com o coração partido, assistiram à torturante crucificação. Por três dias, conviveram com a dúvida e o desespero. Eles ainda não sabiam que a prometida ressurreição venceria a morte e o sepulcro.
Sabemos que ela venceu! E fazemos bem ao lembrarmos que o caminho da cruz traz dor e também alegria. O caminho ascendente de Deus pode levar primeiro para baixo; seu chamado à vitória pode, no início, parecer uma derrota; e seu chamado para a união com Cristo significa a separação dos caminhos e dos valores do mundo - uma separação que enfurece os engenheiros sociais ao longo dos séculos.
Entretanto, a hostilidade do mundo pouco importa para os verdadeiros amigos de Deus. Eles conhecem as riquezas dos dons eternos dados por meio da cruz - a redenção, o perdão, a libertação do jugo do pecado, o Espírito Santo no coração, uma nova identidade e a força diária necessária para triunfar em Cristo.
Por haver tomado seu lugar com Cristo, Paulo enfrentou ódio, perseguição, espancamentos, apedrejamento, aprisionamento, fome e, por fim, o martírio. Entretanto, o sofrimento por Cristo não sufocou sua alegria. Ele calculou o preço e recebeu algo infinitamente maior do que todos os invejados tesouros e emoções do mundo - a comunhão com Jesus Cristo, o Senhor de tudo, agora e para sempre.
"Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente; não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas." [2 Coríntios 4:16-18]
Notas Finais
1.   "Suit filed for cross-wearing employee", WorldNetDaily, , 2/2/2002.
2.   Lawrence Morahan, "Policeman Fired for Wearing Cross Takes Case to Supremes", CNSNews.com, 6/8/2001.
3.   Vicky Ortiz, "Teens' faith in fashion is their cross to wear," The Journal Sentinel, Milwaukee, WI, 11/3/2002.
4.   Ruth La Ferla, "Cross Signals", The News & Observer, 21/8/2001.
5.   G. Brock Chisholm, "The Re-Establishment of Peacetime Society," Psychiatry, fevereiro de 1946.
6.   Presidente George Bush anunciando o programa América 2000 na Casa Branca em 18/4/1991. "America 2000: An Education Strategy" (Washington, DC: Departmento de Educação dos EUA, 1991), pg 50,51,55.
7.   Neil Postman, Amusing Ourselves to Death, Viking Penguin, 1985, vii-viii.
8.   Gálatas 2:20,5:11.
9.   Romanos 12:2,9.